O Fantástico fez uma matéria de 10 minutos somente falando da febre que se tornou o casamento gay na Califórnia. Mostrou histórias, casais e, entre todos, três homossexuais brasileiros: um casal brazuca que mora por lá há anos, que traçou um paralelo corretissimo sobre a liberdade que se tem um estado como a Califórnia, onde ser gay é só mais um detalhe como a cor de pele, e um país como o Brasil, cheio do policiamento heterossexual, que nos cobra o tempo todo uma postura dita “normal”; o outro brasileiro apontado foi registrado casando com seu marido americano. Um casal tão “desproporcional” que passou várias vezes pela minha mente que ali tinha um brasileirinho dando o belo e bom golpe do baú. Ô preconceito! Mas não posso negar que pensei. Assistam e tirem as suas conclusões, ou não pensem nada e contemplem um sonho que por aqui ainda vive apenas em nossas fantasias: ser atendido em nossos direitos básicos de sermos nós mesmos e felizes com nossa sexualidade.
E finalmente aquela m… de novela das oito muito mal escrita pelo Aguinaldo Silva (foto) acabou!!! Assim ficamos livre de seus personagenzinhos tão ultrapassados e podres. A trama parecia escrita no inicio dos anos 90. Cheia de ditadores, vilões que se tornam mocinhos pelo amor e mocinhas sofridas que decidem se fingar, mas no final apenas querem promover sustinhos tolos nos espectadores. Sem falar na falta de propósito dos ataques de racismo e homofobia presentes o tempo todo na trama. Já não estava aguentando mais ligar a televisão e ver tantos narizes torcidos, e comentários pejorativos, para sexualidade e as escolhas alheias. Era muita “bambi” para todos os lados, muito preconceito descabido numa novela que deveria se mostrar mais atual.
Depois de tantos casais gays e gays solitários inexpressivos na televisão brasileira, me diz sinceramente se a gente precisava de um Bernadinho e seu amante marginal Carlão. Eu sentia era vergonha! Parecia um retrocesso: era a bichinha frágil e boba cedendo ao comedor.
Fora que foi triste demais ver 3 capitulos seguidos com dois personagens importantes em cenas sem menor necessidade e um final com um juiz de direito celebrando um casamento gay sob seu olhar reprovador e um desabafo: “nunca vi tanta frescura”. Ótima visão dos gays, hein, seu Aguinaldo! Ainda mais vindo de uma bichona das antigas como o senhor… deveria se envergonhar disto! Aliás, eu me envergonho de ter um cidadão como você na comunidade.
E quanto a Rede Globo-católica-apostólica-romana, seria legal que acontecesse um incêndio poderoso como este que varreu a Universal este final de semana. Assim quem sabe não queimavam uns caretas na alta cúpula, ou mesmo tirava do mapa tramas tão insignificantes e desprezíveis como esta. Mas aí vem mais um gay. Mais um tolo que ficará seduzido por mais um personagem marginal… aí, lá no final da novela, o autor vai levantar novamente a sua audiência polemizando o beijo entre iguais e… o Ibope irá as alturas!
Um bom boicote a Vênus Platinada resolveria! mas aqui é Brasil, né.
Lorri L. Jean(E) e Gina Calvelli (D) dividem um pedaço de bolo para celebrar a vitória dos homossexuais no último dia 15 de maio, quando a Suprema Corte da Califórnia aprovou o casamento entre pessoas do mesmo sexo no estado.
A troca de alianças entre duas mulheres em frente à Catedral marcou o encerramento da manifestação do Dia Municipal Contra a Homofobia no Centro de Campinas.
Após dois anos e quatro meses morando juntas, a psicóloga Maria Amélia Moreno Manarini e a vendedora Fernanda Cristina Praga decidiram trocar alianças no dia do evento contra o ódio, aversão e intolerância contra lésbicas, travestis, transexuais e bissexuais. “Nunca sofremos preconceito direto, mas indireto sim. Uma piada ou um comentário no trabalho já é preconceito”, explica Amélia.
O casal teria trocado alianças em outro dia se a jóia não tivesse ficado larga. “Calhou de ser hoje. Fomos buscar a aliança depois de ajustada aqui mesmo na Rua 13 de Maio e decidimos trocá-las aqui em frente à igreja no final da manifestação”, completa Fernanda.
Hoje foi a primeira vez que Campinas comemorou a data comemorada em todo o mundo oficialmente. O Dia Municipal da Luta Contra a Homofobia foi instituído pela lei municipal nº 13.285, de 8 de abril de 2008. “Esta lei é importante porque marca a data no calendário do município. Pretendemos fazer o ato todos os anos para conscientizar as pessoas de que discriminação é crime. Muita gente vinha perguntar o que era homofobia. Pessoas saíram de dentro das lojas justamente para pegar panfletos e nos dar apoio”, explica Paulo Mariante, do grupo Identidade, um dos organizadores da manifestação que reuniu cerca de 50 pessoas.
Para ele, as pessoas estão mais conscientes da homofobia, mas alerta que a caminhada ainda é longa para que o grupo GLTTB (gays, lésbicas, travestis, transexuais e bissexuais) ainda está longe de ser aceito pela sociedade. “O grupo Identidade existe há dez anos e neste tempo ainda não se passou nenhum ano sem que testemunhássemos algum tipo de violência contra o grupo GLTTB. Tudo pode começar com uma simples piada, mas pode acabar com um assassinato”.
A falta de estatísticas oficiais é um exemplo claro da homofobia, critica Mariante. Segundo um levantamento produzido pelo Grupo Gay da Bahia, a cada dois dias uma pessoa é assassinada no Brasil por se enquadrar no grupo GLTTB.
*Agradecimento: ao advogado Paulo Mariante (Coordenador Adjunto de Direitos Humanos do Identidade - Grupo de Ação Pela Cidadania LGTTB) que me encaminhou esta matéria. Contatos com Identidade - Grupo de Ação Pela Cidadania LGTTB, acesse o site: www.identidade.org.br
Aos 18 anos deixei o Brasil e fui morar na Califórnia. Antes, passei dois meses rodando o Hawaii. Mas foi em San Francisco que finquei o pé por, infelizmente, apenas dois anos. Foi sem dúvida o melhor período da minha vida.
San Franscisco para mim é o melhor lugar para se viver nos Estados Unidos. Morava perto de Twin Peaks, vivia passeando com um labrador preto velhinho (que pertencia a um casal de amigos americanos com quem morava) no Glen Park, cortava cabelo na Market St e sonhava em nunca mais me mudar dali.
Morava em uma linda e enorme casa na Congo St, e todas as manhãs, ao sair para o colégio em San Mateo, onde também fica o aeroporto da região ( o segundo maior complexo aéreo do estado), a neblina cobria as ladeiras. Um friozinho gostoso. E pouco depois das 10, um calor agradável que me fazia lembrar do Rio de Janeiro. Homens lindos nas praias, muita liberdade em Castro. A feira anual da Castro St. A biblioteca na Power St, e os almoços em Sausalito. Passar pela Golden Gate me dava a sensação de estar participando de um filme. Saudades…
Exibir mapa ampliado Na época, tudo que queria da vida era me tornar um cidadão americano e vir ao Brasil nas férias. Tentei todas as possibilidades. Eu e o meu amigo Jim pensamos que, se fosse possível, poderiamos casar somente para que eu não tivesse que partir.
Evandro Angelo e Luiz Amaral comemoram 10 anos de uma história que deve ser festejada como se fossem bodas de ouro. Afinal, não é para qualquer um.
Viver tantos anos com alguém exige estudos profundos e revelações (apenas pros dois) sobre o abstrato, o inexplicável, o impublicável e o absolutamente secreto. Pede-se sabedoria e entendimento de álgebra. Aprendizado para nunca cobrar além, ou ficar devendo. É como ter na ponta da língua todas as fórmulas químicas, ou conhecer todos os idiomas e dialetos.
Viver tanto tempo juntos é como jogar Paciência. É a mão do escultor na argila. Exige reinvenções e buscas. Pede entendimento da rotina e discernimento sobre o que é monótono. Cobra regras. Pede boca calada quando se quer berrar e ouvidos atentos quando se quer dormir.
E quando se tem mais no outro que somente um amor… quando tem-se um marido e um colega de trabalho, a tarefa se torna ainda mais perigosa. Tem sempre uma discurso que se engole a seco. Há sempre dias de tempestades, que devem ser compensados com muita água de coco e uma praia paradisíaca.
Mas se depois de um dia cansativo, ainda sentirem a necessidade de deitar lado-a-lado se olhando como se fosse a primeira vez… aí sim valeu a pena! Porque vale muito a pena dormir silenciosamente e despertar satisfeitos, juntos e prontos para novos desafios.
Felicidades ao casal. Com toda a minha admiração e respeito, sugiro um brinde aos próximos dez anos!
A Suprema Corte da Califórnia decidiu nesta quinta-feira, 15 de maio, que a proibição estatal do casamento gay é inconstitucional, dando, assim, liberdade para pessoas do mesmo sexo se casarem no estado mais povoado dos Estados Unidos.
“Limitar a designação de matrimônio à união ‘entre um homem e uma mulher’ é inconstitucional e deve ser retirado do estatuto“, considerou em um comunicado o presidente da Corte, Ron George.
O Tribunal argumentou que permitir o matrimônio legal apenas entre os heterossexuais é discriminatório e, segundo especialistas, esta decisão poderá ter impacto em todo os Estados Unidos. Assim sendo, abrem-se tecnicamente as portas para casamentos de pessoas de mesmo sexo na Califórnia, que se torna o segundo estado do país, depois de Massachusetts, a reconhecer esse direito a comunidade homossexual.
Em Nova Jersey e Vermont existem leis que garantem ao casal gay uma série de direitos legais similares aos de um casamento heterossexual, como herança e divisão de bens.
ENQUANTO ISSO NO BRASIL… O povo se prepara para se jogar na Maior Parada Pelos Direitos GLBTT do Mundo e o senhor presidente da ABGLT, Toni Reis, avisa que já alugou o smoking para que ele e seu marido possam comparecer na festa no domingo, 25 de maio.